Testemunhos em redes sociais apontam para um desdobramento inesperado do caso de estupro coletivo em Copacabana, chocando tanto moradores da Zona Sul quanto autoridades. Investigações recentes sugerem que mais vítimas podem ter ligação com o grupo acusado, porém, nenhuma denúncia formal além da já registrada foi apresentada à delegacia até agora.
A Polícia Civil confirmou que relatos informais vêm sendo recebidos por meio digital, levantando a possibilidade de novos crimes relacionados ao mesmo grupo. O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), afirmou que investigações aguardam possíveis novos depoimentos de garotas que possam ter sido vítimas dos envolvidos no estupro coletivo. Enquanto isso, a delegacia monitora com cautela a movimentação e relatos que circulam online.
O caso central envolveu uma adolescente de 17 anos atacada em um apartamento na Rua Viveiros de Castro, em Copacabana, na noite de 31 de janeiro de 2026. Segundo investigações, o crime foi arquitetado quando um menor, ex-namorado da vítima, a atraiu sob pretexto de um encontro amoroso. Durante o momento íntimo no quarto, outros quatro homens entraram no cômodo e participaram do abuso sexual. Eles fugiram do local cerca de uma hora depois, conforme imagens das câmeras de segurança do condomínio.
Identificação dos acusados e perfil do grupo investigado
A justiça decretou a prisão preventiva de Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, e de João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos. O grupo, segundo a polícia, é composto por jovens de classe média, moradores da própria Zona Sul carioca, perfil que chamou atenção pelo contraste com casos semelhantes.
O menor de 17 anos apontado como ex-namorado da adolescente também está na lista de foragidos. Dois dos acusados possuem registros anteriores por envolvimento em rixas, segundo o delegado. Até o momento, o processo judicial referente ao adolescente não teve pronunciamento oficial.

Repercussão e consequências institucionais
O crime levou o Colégio Pedro II, onde estudam parte dos acusados, a iniciar processo de desligamento imediato desses jovens. A nota oficial da instituição lamentou o episódio e reforçou solidariedade às mulheres da comunidade escolar. O jogador João Gabriel Bertho Xavier, envolvido no caso, também foi afastado do Serrano Football Club, equipe à qual pertence.
Após o ato criminoso, a vítima dirigiu-se imediatamente à delegacia para relatar o ocorrido. O exame de corpo de delito constatou lesões compatíveis com violência sexual. A defesa de um dos acusados, contudo, apresentou imagens alegando despedida supostamente amigável ao final do encontro; a investigação, porém, segue considerando o laudo da perícia e depoimentos formais.
Possíveis novas vítimas e andamento da investigação
Relatos sobre outras possíveis vítimas circulam em redes sociais, porém apenas registros formais na delegacia poderão ampliar a investigação. Caso novas denúncias sejam confirmadas, o caso pode ganhar novos elementos e envolver outros suspeitos ou réus. O delegado reforçou que qualquer uma dessas vítimas pode comparecer à 12ª DP para registrar a denúncia.
Acompanhar a evolução deste caso é essencial para compreender as medidas de enfrentamento à violência de gênero e os limites da segurança pública no Rio de Janeiro.
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