Uma nova marca de azeite acaba de entrar na lista de produtos proibidos pela Anvisa. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição da venda do azeite da marca Afonso, com a medida entrando em vigor na quarta-feira (8), quando foi publicada no Diário Oficial da União.
A decisão abrange a proibição total da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto identificado como “Azeite de oliva virgem extra — Afonso”. Medida foi tomada após o governo identificar que o produto tem origem desconhecida.
Irregularidades identificadas na empresa importadora
A ação se baseia em irregularidades no registro da empresa, que, segundo a Anvisa, está com CNPJ inapto na Receita Federal desde agosto de 2024. O rótulo do produto indica como importadora a empresa Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., estabelecida em Curitiba.
A Vigilância Sanitária de Curitiba tentou realizar inspeção no endereço cadastrado, mas constatou que o estabelecimento encerrou as atividades. Essa ausência de funcionamento no local declarado reforça a impossibilidade de rastrear a procedência real do azeite.
Reprovação em teste laboratorial
A medida foi publicada na Resolução nº 1.359/2026, que identificou resultado insatisfatório no ensaio de índice de refração, teste utilizado para verificar a autenticidade de óleos.
O azeite de oliva Afonso foi reprovado em testes de qualidade que medem o índice de refração. Esse parâmetro é essencial para atestar a autenticidade do óleo; quando o resultado é insatisfatório, indica que o produto pode ter sido misturado com óleos vegetais de menor valor, como soja ou girassol, sem a devida informação ao consumidor.
Determinações das autoridades sanitárias
Com a publicação da medida no DOU, a Anvisa determinou a apreensão imediata de todos os lotes do produto encontrados no mercado. O Ministério da Agricultura e a Anvisa reforçam que os estabelecimentos que continuarem comercializando o azeite de oliva Afonso estarão sujeitos a multas e sanções administrativas.
As autoridades sanitárias reforçam que os consumidores que possuem o azeite da marca Afonso em casa devem descartá-lo imediatamente e não consumi-lo sob nenhuma hipótese. O monitoramento segue sendo realizado por órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária para garantir que o item seja removido de supermercados e depósitos em todo o território nacional.

Outras marcas proibidas em 2026
A marca Afonso não é a primeira a ser vetada neste ano. Outras três marcas também tiveram a venda proibida nos primeiros meses de 2026. Em janeiro, os azeites da marca Terra das Oliveiras foram suspensos pelo mesmo motivo aplicado à marca Afonso. Na ocasião, a empresa citada como importadora, a ‘JJ — Comercial de Alimentos Limitada’, estava extinta desde janeiro de 2025.
No mês passado, em março, outras duas marcas passaram pelo mesmo processo. Os produtos da San Olivetto foram suspensos devido a inconsistências nas informações apresentadas no rótulo. No caso dos azeites da fabricante Royal, análises laboratoriais indicaram fraude na composição. Os testes foram realizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e identificaram outros óleos vegetais no lote 255001 do produto.
Histórico de fiscalização em 2025
O Ministério da Agricultura e a Anvisa já proibiram a comercialização total ou parcial de 25 marcas de azeite em 2025. Entre os principais motivos para as proibições estão adulteração, falsificação e presença de outros óleos vegetais na composição dos azeites. O governo federal também identificou casos de importação e distribuição feitas por empresas sem CNPJ no Brasil, instalações inadequadas às exigências sanitárias, rotulagem irregular e falta de licenciamento.
Como verificar a segurança do azeite
Para garantir uma compra segura, a orientação é observar preços suspeitosamente baixos, evitar azeites vendidos sem embalagem original e consultar o registro do produto na plataforma pública da Anvisa, que permite confirmar a autenticidade da marca.
O azeite de oliva está entre os produtos com maior índice de fraude alimentar no mundo. De acordo com especialistas do setor, ele ocupa a segunda posição no ranking global de fraudes alimentícias, ficando atrás apenas do pescado.
As autoridades sanitárias seguem monitorando o mercado e orientam consumidores a verificarem as informações dos produtos antes da compra. Novas resoluções podem ser publicadas à medida que as fiscalizações identificarem outros lotes ou marcas irregulares.
Você possui o azeite Afonso em casa? É importante olhar o armário para verificar. Fique atento (a)!














