Criminosos estão se passando pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para enganar cidadãos brasileiros. Foram descobertas fraudes direcionadas ao público em geral, nas quais os golpistas criam páginas falsas que imitam o site da Agência ou outros portais governamentais para vender remédios para emagrecimento. A Anvisa lançou uma campanha de alerta para avisar empresas e cidadãos sobre essas práticas fraudulentas.
Como os golpistas agem
Os fraudadores fazem contato por ligação, mensagens no WhatsApp ou e-mails usando nomes de funcionários ou diretores da Anvisa. Eles cobram pagamentos prometendo resolver processos pendentes. A maioria dos casos envolve empresas que possuem alguma solicitação sendo analisada pela Agência.
A Anvisa esclareceu que não entra em contato com pessoas ou empresas por e-mail, telefone, SMS, WhatsApp ou mensagens de voz. Qualquer comunicação feita por esses meios não é oficial.
Canais falsos usados pelos fraudadores
A agência recebeu denúncias de pessoas que obtiveram e-mails com endereços terminados em “centralanvisa.gov.br”. Esses endereços não pertencem à Anvisa. As tentativas de fraude chegam por e-mail e, usando o nome do órgão, informam que determinado processo teria saído no Diário Oficial da União (DOU). É fundamental ter cautela e não clicar em links ou abrir anexos dessas mensagens falsas. O site oficial da Agência é https://www.gov.br/anvisa/pt-br.
A Anvisa não comercializa medicamentos
A Anvisa não vende nem faz intermediação de venda de nenhum medicamento. Caso encontre publicações desse tipo em redes sociais, denuncie a postagem na própria plataforma e não clique.

Formas corretas de pagamento à Anvisa
Todas as taxas da Anvisa disponíveis nos sistemas de petição são pagas por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU). Os serviços oferecidos pelo Sistema Solicita e pelo Porto Sem Papel podem ser pagos via Pix. Em todas as situações, as cobranças acontecem de forma administrativa.
A Anvisa jamais pede depósitos bancários ou Pix para empresas ou usuários comuns. Quando há débitos com a Agência, o interessado recebe notificação administrativa por documento oficial em papel timbrado, enviado pelos Correios com aviso de recebimento, ou por Edital de Notificação publicado no Diário Oficial da União (DOU).
Punições para quem pratica fraude
Quem comete fraudes eletrônicas pode receber pena de prisão de 4 a 8 anos, além de multa, quando a fraude utiliza informações fornecidas pela vítima ou por terceiros enganados através de redes sociais, ligações telefônicas ou e-mails falsos. A pena pode aumentar em um terço se o crime for cometido contra idoso ou pessoa vulnerável.
Atenção com remédios para emagrecer
Todo produto que prometa efeitos terapêuticos ou de emagrecimento precisa ter registro na Anvisa para ser vendido legalmente no Brasil. A Anvisa não aprovou nenhuma alegação desse tipo para suplementos alimentares, e a lei sanitária proíbe que alimentos façam promessas de tratamento, cura ou prevenção de doenças.
O registro da Anvisa é obrigatório para todos os medicamentos e pode ser identificado facilmente por um número impresso nas embalagens. É possível verificar o medicamento no site da Anvisa.
Canetas emagrecedoras irregulares
A Anvisa ordenou a apreensão e proibiu a venda, distribuição, fabricação, importação e uso de canetas emagrecedoras sem registro sanitário no Brasil. Essa medida consta na Resolução (RE) nº 690/2026.
Como denunciar tentativas de golpe
Se você ou sua empresa foram contatados por golpistas, envie sua denúncia para a Agência. O atendimento por telefone está disponível pelo número 0800 642 9782 (ligação gratuita para todo o Brasil, das 7h30 às 19h30, de segunda a sexta-feira, exceto feriados).
A única exceção para contato por e-mail ocorre em respostas a pedidos de informação feitos nos canais oficiais de atendimento da Anvisa. Essas respostas são enviadas pelo endereço atendimento.central@anvisa.gov.br, diretamente para o e-mail de quem fez a solicitação.
A Anvisa orienta que qualquer pessoa que receba mensagens suspeitas não faça pagamentos e confirme a veracidade do contato diretamente nos canais oficiais do órgão.














