Com 90 casos confirmados de mpox nos dois primeiros meses de 2026, o Brasil voltou a acender o alerta sobre a doença. São Paulo concentra 63 registros, seguido pelo Rio de Janeiro com 15.
Nenhuma morte foi registrada até agora, mas a pergunta que circula nas redes sociais e nos consultórios é direta: existe risco de uma nova quarentena? A resposta do Ministério da Saúde é clara — não. Porém, entender o cenário atual e as medidas adotadas ajuda a separar o medo dos fatos.
O que é a mpox e como ela se transmite?
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, da mesma família da varíola. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com a pele de pessoas infectadas, especialmente quando há lesões visíveis. Também é possível contrair o vírus por meio de secreções ou pelo uso compartilhado de objetos pessoais, como toalhas e roupas de cama.
Principais sintomas da mpox
Os sinais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e fraqueza. O sintoma mais característico são as lesões na pele, que aparecem como bolhas ou erupções e costumam surgir primeiro no rosto, podendo se espalhar pelo corpo. O período de incubação varia de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.
Quantos casos de mpox o Brasil tem em 2026?
Segundo dados atualizados do Ministério da Saúde, o país soma 90 casos confirmados de mpox em 2026, distribuídos da seguinte forma:
- São Paulo: 63 casos
- Rio de Janeiro: 15 casos
- Rondônia: 4 casos
- Minas Gerais: 3 casos
- Rio Grande do Sul: 2 casos
- Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal: 1 caso cada
Além disso, mais de 180 notificações suspeitas foram registradas, das quais 57 já foram descartadas. Todos os quadros confirmados até o momento são leves ou moderados, sem óbitos.
Mpox em 2026 versus 2025: os números caíram?
Apesar de o aumento de casos chamar atenção, uma comparação com o mesmo período de 2025 mostra um cenário mais brando. No ano passado, o Brasil acumulava 244 casos até a oitava semana epidemiológica. Em 2026, esse número é de 90 — uma queda de mais de 60%.
Em 2025, o país encerrou o ano com 1.079 casos e dois óbitos. Nos dois primeiros meses daquele ano, foram 126 registros (79 em janeiro e 47 em fevereiro). Já em 2026, a tendência é de redução semana a semana.
Na última semana epidemiológica analisada, por exemplo, foram apenas 2 casos em 2026, contra 31 no mesmo período de 2025.
Os casos de mpox no Brasil podem gerar uma nova quarentena?
Essa é a dúvida que mais aparece nas buscas recentes. E a resposta das autoridades é objetiva: o Ministério da Saúde nunca mencionou risco de quarentena relacionada à mpox no Brasil.
A orientação oficial é que pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento individual até o fim do período de transmissão. Não há qualquer recomendação de quarentena coletiva ou restrições amplas à circulação da população.

Por que não há risco de quarentena?
Alguns fatores explicam esse posicionamento. A mpox não se transmite pelo ar com a mesma facilidade de vírus respiratórios, como o da Covid-19. O contágio exige contato direto e próximo. Além disso, o Brasil conta com protocolos atualizados, monitoramento por semanas epidemiológicas e articulação entre estados e municípios para respostas rápidas via SUS.
A vacina contra mpox também está disponível no Sistema Único de Saúde para grupos prioritários, incluindo pessoas vivendo com HIV/aids e profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o vírus.
Como se proteger da mpox?
A prevenção é a melhor forma de evitar a doença. As principais medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde são:
- Evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação de mpox
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool em gel
- Não compartilhar objetos pessoais como toalhas, lençóis e talheres
- Higienizar roupas e superfícies que possam ter entrado em contato com lesões
- Em caso de contato necessário com pessoa infectada, usar luvas, máscara e avental
Tratamento da mpox: o que se sabe?
Atualmente, não existe medicamento específico aprovado para tratar a mpox. O tratamento é baseado em medidas de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações.
A maioria dos casos evolui de forma leve e os sintomas costumam desaparecer entre duas e quatro semanas. No entanto, recém-nascidos, crianças e pessoas com imunidade comprometida podem desenvolver quadros mais graves. Nesses casos, pode ser necessária internação hospitalar e uso de antivirais.
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