Milhões de pessoas já utilizam medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro para perder peso. Agora, o McDonald’s quer acompanhar essa mudança.
A rede confirmou que está testando opções de cardápio voltadas para quem usa canetas emagrecedoras, com foco em mais proteína, menos carboidrato e menos açúcar.
A novidade foi revelada em teleconferência de resultados financeiros da empresa, em fevereiro de 2026. Mas o que pode mudar no menu?
O que o McDonald’s anunciou sobre canetas emagrecedoras
O CEO Chris Kempczinski afirmou que a adoção de medicamentos GLP-1 deve seguir em alta. Segundo ele, clientes que usam canetas emagrecedoras buscam alimentos com mais proteína e reduziram o consumo de lanches e bebidas açucaradas.
A vice-presidente Jill McDonald citou produtos já existentes no cardápio americano que atendem esse perfil, como o Snack Wrap e as tiras de frango McCrispy. A equipe trabalha em novas ideias para esse público.
Por que o McDonald’s decidiu adaptar o cardápio
Os números explicam a decisão. Estudo do Morgan Stanley revelou que usuários de GLP-1 visitam redes de fast food 77% menos vezes por ano. O consumo em pizzarias caiu 74%, e bebidas alcoólicas diminuíram 62%. Para manter esses clientes, a rede precisa oferecer opções que combinem com a nova rotina alimentar.
O mercado de medicamentos GLP-1 movimentou cerca de R$ 19,6 bilhões no varejo farmacêutico brasileiro em 2025, segundo a IQVIA. O impacto sobre o setor de alimentação já é visível.
O que pode mudar no cardápio do McDonald’s
Mike Haracz, ex-chef corporativo do McDonald’s nos EUA, disse que os clientes podem esperar itens com menos carboidratos e mais proteínas.
A nutricionista Amy Goodson listou possíveis novidades: frango grelhado, tortilhas de couve-flor e hambúrgueres menores com alface no lugar do pão. Essas opções seguem a orientação médica de aumentar a proteína para evitar perda muscular durante o tratamento.
O McDonald’s não é a primeira rede a agir. Em dezembro de 2025, a Chipotle lançou nos EUA um menu específico para usuários de GLP-1.

McDonald’s não é a única rede a se adaptar às canetas emagrecedoras
Antes mesmo do McDonald’s, outras redes já se movimentaram. Em dezembro de 2025, a Chipotle lançou nos Estados Unidos um menu específico para usuários de GLP-1, com opções de alta concentração de proteína.
A movimentação dessas empresas reflete uma tendência ampla no setor de alimentação: adaptar o cardápio para um público que está mudando o que come — e com que frequência come fora de casa.
No Brasil, as canetas emagrecedoras também estão em alta. Segundo projeção do Itaú BBA, esses medicamentos podem representar cerca de 20% da receita das grandes redes de farmácia até 2030. Isso mostra que o mercado brasileiro também pode ser impactado por mudanças semelhantes no futuro.
McDonald’s vai trazer o cardápio ao Brasil?
Até o momento, a empresa não informou se os testes feitos nos Estados Unidos serão replicados em outros países, incluindo o Brasil. Também não há um prazo definido para a implementação oficial dessas mudanças, mesmo no mercado americano.
A estratégia do McDonald’s, por enquanto, consiste em observar o comportamento de consumo, testar ajustes e, caso faça sentido, criar produtos definitivos. É uma abordagem gradual — e que pode nem envolver um produto totalmente novo, mas sim uma reorganização de como os itens são apresentados e comunicados ao consumidor.
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