Você já percebeu linhas ou fragilidade nas suas unhas e não deu atenção? Sinais discretos podem indicar falta de vitamina D, um problema comum que, muitas vezes, passa despercebido no dia a dia.
Segundo o American Journal of Clinical Nutrition, mais de 1 bilhão de pessoas apresentam deficiência ou insuficiência de vitamina D no mundo. Mesmo com esse número alarmante, o alerta sobre os riscos ainda não faz parte das conversas frequentes na saúde pública.
Continue a leitura para entender como a deficiência desse nutriente pode se manifestar nas unhas, conhecer outros sintomas associados à vitamina D baixa e saber quando procurar ajuda especializada.
O papel da vitamina D no corpo
Muitas pessoas associam a vitamina D apenas à saúde óssea, mas ela exerce funções muito mais amplas. No organismo, atua como um hormônio e influencia o funcionamento de mais de 200 genes, participando do crescimento, do desenvolvimento e da renovação celular. Além disso, é essencial para a saúde imunológica e metabólica, ajudando o corpo a se proteger contra infecções e a manter o equilíbrio geral.
Ela é produzida naturalmente quando a pele é exposta à luz solar, mas também pode ser obtida por meio da alimentação e, quando necessário, da suplementação, sempre seguindo a orientação de um profissional de saúde.
Como a falta de vitamina D pode afetar suas unhas
Sintomas de deficiência de vitamina D nem sempre são fáceis de perceber. Um dos sinais mais silenciosos aparece nas unhas: se elas estiverem quebradiças, frágeis, com ondulações ou linhas, pode ser um indicativo de que algo não vai bem.
Isso acontece porque a vitamina D ajuda o corpo a absorver cálcio e fósforo, minerais essenciais para unhas fortes e cabelos saudáveis. Quando seus níveis estão baixos, unhas e fios de cabelo ficam mais frágeis, propensos a quebras e descamações. Além das unhas, a queda de cabelo é outro sinal que muitas vezes passa despercebido, mas que também está relacionado à deficiência dessa vitamina tão importante.

Outros sintomas de deficiência de vitamina D
- Cansaço constante, sensação de falta de energia e apatia
- Alterações do sono, que dificultam noites bem dormidas
- Fragilidade imunológica, resultando em infecções frequentes
- Dores musculares ou fraqueza
- Queda de cabelo mais intensa que o usual
- Mau humor, sintomas depressivos ou irritabilidade
- Problemas ósseos ou articulares, como dores e fraturas
O exame 25(OH)D (hidroxivitamina D) identifica a concentração desse hormônio no sangue e deve ser solicitado por um profissional de saúde.
Por que a deficiência é tão comum?
Mesmo em um país com muito sol como o Brasil, grande parte da população possui deficiência de vitamina D. A rotina em ambientes fechados e hábitos alimentares pobres em fontes do nutriente contribuem para esse cenário.
Além disso, fatores como cor da pele, idade, obesidade e algumas doenças crônicas podem dificultar a absorção e produção adequada.
Como cuidar dos níveis de vitamina D no dia a dia
- Inclua alimentos como peixes, ovos e laticínios nas refeições. Eles são fontes de vitamina D, mas sozinhos dificilmente suprem a necessidade diária.
- Exponha-se ao sol por cerca de 15 a 30 minutos, preferencialmente antes das 10h ou após as 16h (sempre considerando orientação para evitar riscos da exposição excessiva).
- Converse sempre com um profissional de saúde antes de iniciar suplementação.
- Fique atento(a) às mudanças nas unhas e cabelos: pequenas alterações podem ser indicativos para procurar avaliação médica.
Importante: Dicas de alimentação ou exposição solar não substituem avaliação profissional. Somente um médico pode orientar exames e suplementação adequados para você.
Sintomas de alerta: quando procurar ajuda médica?
Procure um profissional de saúde se notar:
- Unhas enfraquecidas ou com aspecto diferente do habitual
- Cansaço extremo e persistente sem causa aparente
- Infecções frequentes ou dificuldades em cicatrização
- Dores musculares intensas
- Queda de cabelo acentuada ou lesões na pele
Se você pertence a grupos de risco, como idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas ou imunossuprimidas, redobre a atenção ao menor sinal de alteração.
O tempo de recuperação dos níveis de vitamina D
Não existe uma previsão única para recuperar os níveis de vitamina D. A resposta varia conforme o grau de deficiência, dieta, exposição solar e protocolo de suplementação. Em geral, o aumento significativo pode ocorrer após algumas semanas ou meses, sempre com acompanhamento médico.
Cuide-se: pequenas mudanças fazem diferença
Observar os sintomas silenciosos, como alterações nas unhas, pode ser o primeiro passo para identificar e cuidar da sua saúde de forma integral. Verifique seus exames de rotina e converse com seu médico sempre que notar alterações.
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